06/01/2022 às 13h28min - Atualizada em 07/01/2022 às 20h20min

Tecnologia e sustentabilidade são motores da mobilidade urbana do futuro

Para Luiza Peixoto, especialista em políticas públicas da Quicko, é necessário que haja a integração destes dois pilares para pensarmos em cidades realmente inteligentes

SALA DA NOTÍCIA Victoria

Um desafio para as cidades que cresceram sem planejamento adequado, a mobilidade urbana é um assunto urgente e necessário. Não é à toa que aumentar o número de comunidades sustentáveis está entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2030. De acordo com um relatório publicado em 2018, pela companhia de consultoria empresarial McKinsey, a aplicação de tecnologia nas cidades pode reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa entre 10% e 15% e diminuir o consumo de água de 20% a 30%, além de permitir que as pessoas gerem menos resíduos. 

 

Por isso, o compartilhamento de bicicletas, o aumento do número de ciclovias e a priorização do transporte público elétrico e híbrido, são algumas das ações que movem a gestão da nova mobilidade urbana e que devem se perpetuar nas próximas décadas. E para um trânsito realmente sustentável dentro das grandes metrópoles, é necessário unir em um só lugar tudo o que as pessoas precisam para se deslocar com mais conveniência e inteligência nos centros urbanos. 

 

É nesse contexto que os apps de mobilidade ganham cada vez mais espaço. Para Luiza Peixoto, especialista em planejamento urbano pela Universidade de Londres e Public Policy Manager do app de mobilidade urbana da Quicko, a mobilidade urbana está totalmente conectada ao uso de tecnologias que facilitam o deslocamento coletivo nos centros urbanos. “Cidades sustentáveis exigem a priorização do transporte público com os aplicativos sendo o vetor principal dessa mudança, uma vez que disponibilizam informações em tempo real sobre o horário de chegada dos ônibus, sugestões das melhores opções de rotas, recargas de cartões do transporte e celular pré-pago, além da localização de estações de compartilhamento de bicicleta. 

 

Cidades mais inteligentes são sustentáveis:

 

Para Luiza, a pandemia fez com que muitas pessoas não circulassem nas cidades, mas com o avanço da vacinação e retomada das atividades presenciais, o conceito de cidades inteligentes e sustentáveis deve ser a pauta principal das metrópoles brasileiras. “A contribuição das tecnologias inovadoras para a melhoria da mobilidade pode ser traduzida na eficiência com que a população alcança as oportunidades no espaço urbano. Estas oportunidades significam trabalho, e estudo, relacionadas ao atendimento às necessidades básicas de habitação, segurança, saúde, que contribuam para a harmonia entre o alcance social e a viabilidade econômica da vida nas cidades”, explica.

 

Segundo a especialista, as cidades inteligentes têm papel fundamental em um contexto de mudanças climáticas preocupantes, principalmente em um cenário de mobilidade que historicamente sempre focou no transporte motorizado individual e o crescimento desigual das cidades. “Os carros precisam sair do protagonismo, dando oportunidades para ônibus, trens e pedestres. Quem faz as cidades são as pessoas, que diariamente se locomovem por elas, por isso, o propósito da Quicko é atuar em prol um conceito de cidades inteligentes, que sejam mais funcionais, menos poluentes e mais eficazes”.

 

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