08/06/2022 às 13h23min - Atualizada em 08/06/2022 às 17h55min

Como a tecnologia tem mudado a colaboração nas salas de aula

Tiago Ribeiro, head of business da edtech Hybre, traz um levantamento sobre a evolução da tecnologia nos meios de ensino

SALA DA NOTÍCIA Otavio Bernardes Giantin

A tecnologia ajudou a acelerar nos últimos anos uma transformação no conceito do que é a sala de aula. Antes usado para designar um espaço físico, o significado passou a representar algo mais amplo, que independe do modelo de ensino e serve como palco para o desenvolvimento de todo o processo pedagógico. Isso colaborou para uma transformação do que é colaboração no contexto educacional. Imagine o que era um trabalho em grupo há 20 anos, por exemplo, e tente trazer isso para a realidade de hoje: se antes era preciso reunir todas as pessoas em um local específico, pesquisar previamente, carregar livros, definir tarefas e reunir todas as ações individuais, agora tudo isso pode acontecer em um ambiente online, dinâmico e em tempo real.

 

Gerações que já nasceram conectadas têm padrões diferentes para interagir com informações, e isso contribuiu para uma transformação na dinâmica entre professores e alunos. Essa discussão ganhou corpo nos períodos mais restritivos da pandemia. Escolas foram fechadas, e instituições que eram totalmente baseadas no modelo presencial precisaram se adaptar com urgência ao online e posteriormente ao híbrido.


A adesão massiva de outros modelos de ensino foi pertinente para jogar luz sobre o uso da tecnologia na sala de aula. No Brasil, muitas instituições de ensino já vinham em um processo de substituir aulas expositivas, com hierarquia definida e distanciamento entre professores e alunos, por atividades mais participativas e de troca. Existia em muitos locais, mesmo antes da pandemia, uma busca pelo protagonismo dos estudantes. É o caso de modelos como a sala de aula invertida, por exemplo - um estudo da British Columbia sobre o formato apontou crescimento de 20% na presença dos alunos e de 40% na participação quando os professores adotaram esse sistema, que pressupõe uma preparação prévia dos alunos e uma aula menos expositiva, mais focada na participação e na troca de experiências sobre o conteúdo.


Hoje em dia, a tecnologia já permite que a experiência de interação em sala de aula seja positiva independentemente do modelo. Há ferramentas que viabilizam no híbrido ou no online os mesmos recursos que anteriormente só eram possíveis no formato presencial.


Ao longo dos tempos, métodos de ensino, assim como as salas de aula, foram se evoluindo e adaptando de acordo com sua cultura e época. As técnicas de se ensinar e aprender ao longo da história humana estão em constante evolução. Métodos de ensino foram sempre aprimorados pensando na instituição, no mediador e nos alunos. Paulo Freire afirmava que não deveríamos tentar dominar tais tecnologias, mas compreendê-las em sua totalidade, para projetar a construção do pensar e agir coletivo, contribuindo para os sentidos da existência e da produção das relações humanas.

 

Um claro exemplo está na Sala Conecta, espaço modelo montado pela Hybre em parceria com a UniCatólica. Idealizado para demonstrar tecnologias e equipamentos que redefinem a experiência dos alunos, o local conta com soluções específicas para facilitar e repensar a colaboração.


Aliadas a softwares desenvolvidos especialmente para a experiência de ensino, essas tecnologias ajudam a construir um cenário em que professores podem separar grupos por tema ou nível de colaboração, criando uma ligação direta e ágil entre o conteúdo apresentado no quadro e o desenvolvimento pedagógico dos estudantes.

 

Hoje em dia, mais do que substituir ou repetir o formato de colaboração off-line, a tecnologia tem permitido uma adequação maior entre a sala de aula e o padrão de consumo de conteúdo das novas gerações. Tecnologias que fomentam a troca constante entre os alunos e abrem caminho para imersão em cada tema tratado, ajudam na imersão e também podem contribuir para o desenvolvimento de especialidades diversas.


Independentemente do modelo de ensino, a colaboração e a troca têm potencial transformador na sala de aula. O que a tecnologia tem feito nos últimos anos é potencializar demais isso é levar cada vez mais essas possibilidades para as pessoas.


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