15/07/2019 às 18h46min - Atualizada em 15/07/2019 às 18h51min

Mercado de US$ 33 bilhões, POL desperta atenção de empresas brasileiras

Players como Novus e Exatron apostam na tecnologia, capaz de reduzir em até 73% o tempo de lançamento e conectorização da rede, além de aumentar em até 200 vezes o alcance, em relação a redes metálicas tradicionais

DINO


O mercado global de Passive Optical LAN (POL) deve movimentar cerca de US$ 33,8 bilhões até 2020, segundo levantamento da Transparency Market Research. O dado mostra um crescimento aproximado de 19% sobre o resultado medido há cinco anos pelo mesmo relatório, o que, segundo a consultoria, indica a força de expansão contida neste segmento.

Um crescimento que tem chamado a atenção das empresas brasileiras. No que tange a usuários, algumas companhias já lançaram mão da POL para substituir estruturas tradicionais de transmissão de dados, voz e imagem.

Caso da Novus e da Exatron, ambas sediadas no Parque Canoas de Inovação, em Canoas-RS. As companhias não revelam o investimento realizado unicamente em POL, mas abrem que suas instalações, incluindo prédios, infraestrutura de rede, mobiliário e outros insumos somaram um aporte de cerca de R$ 41 milhões.

No quesito rede, a escolha pela Passive Optical LAN se deu após estudos de possibilidades no mercado. "Iniciamos o projeto pensando no cabeamento de cobre tradicional. Entretanto, tivemos entraves e questionamos sobre outros modelos, mas, inicialmente, as informações que tivemos foi de que POL era um formato extremamente caro, cabível somente para estruturas a partir de 500 pontos", comenta Marcos Dillenburg, diretor da Novus. "Mas fomos apresentados, então, a um conceito de que POL é possível, sim, até mesmo para projetos de 50 pontos, e, ao aderirmos, comprovamos: de fato, o resultado final foi economicamente vantajoso e muito menos trabalhoso do que teria sido se tivéssemos optado por cabos metálicos", complementa.

Somados, os prédios da Novus e Exatron têm hoje 1230 pontos ópticos e 3400 pontos Ethernet instalados.

Já o diretor da Exatron, Régis Haubert, esclarece que não apenas para acesso à Internet, mas também para telefonia baseada em IP, o projeto resultou em melhorias para todos os departamentos da companhia. "Não temos delay na comunicação, não recebemos queixas de problemas. Estamos satisfeitos para além de nossas expectativas", ressalta.

O trabalho foi realizado pela IPV7, com equipamentos da fabricante Parks, segundo a qual o POL permite a estruturação de redes com menos elementos, menor consumo de energia e menor ocupação de espaço, o que também colabora para a melhoria estética dos ambientes.

No caso de Novus e Exatron, as sedes somadas têm mais de 10 mil m2. Para atender a tal cenário com cabeamento convencional, seria necessário um cabo para cada usuário. Usando POL, uma única fibra é capaz de atender a vários usuários.

Além disso, redes deste tipo possibilitam integrar, além da comunicação de dados, também voz e vídeo/imagem, o que faz com que também haja participação de POL nos sistemas de segurança e automação das sedes da Novus e Exatron.

O POL também reduz em até 73% o tempo de lançamento e conectorização da rede, bem como aumenta em até 200 vezes o alcance, em relação a redes metálicas tradicionais. Não bastassem estes benefícios, também reduz em até 49% o consumo de energia.

Conforme Droander Martins, diretor da IPV7, o projeto evoluiu as redes das duas empresas de um modelo de cabeamento estruturado para um formato totalmente aderente à Transformação Digital, compatível com IoT. "A rede POL é aberta a inovações constantes, que certamente farão parte da condução dos negócios de ambas", ressalta o executivo. "Trata-se de uma tecnologia de rede à prova de futuro", acrescenta.

No modelo POL, o que quer que mude, em termos de equipamentos, exigirá somente a troca de aparelhos na ponta. Porém, na rede, não será necessário mexer por, no mínimo, 20 anos.

Para Dillenburg, o projeto superou expectativas, desde a prospecção até o suporte. Haubert, por sua vez, resume tudo em uma expressão: "estamos megassatisfeitos".

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