23/07/2019 às 17h59min - Atualizada em 24/07/2019 às 00h03min

Com falta de casas noturnas LGBTQ+, drag queen aposta em carreira como DJ

Juliana Drag contou, em entrevista, sobre a migração de Drag para DJ devido a falta de casas noturnas LGBTQ+ no interior paulista

DINO
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Juliana Antunes a drag queen que virou DJ


Em um bate-papo com o EGOBrazil, a drag queen — veterana de Campinas — Juliana Drag contou que começou a fazer show entre 2002 e 2003 e se destacou por ser umas das únicas drags no interior paulista com uma vertente totalmente pop. Na época, a grande maioria das artistas eram top drags, andróginas ou bate cabelo; então, ela participou de concursos e ganhou alguns, como “Novos Talentos” e Miss Campinas Dublagem.

"A noite era muito glamorosa para nós, drags, no começo dos anos 2000. Muitas viagens, éramos valorizadas e as pessoas aguardavam ansiosamente o horário do shows nas boates para nos assistir. Infelizmente, a noite foi mudando no decorrer do tempo e os show foram se tornando cada vez mais extintos na noite LGBTQ+", afirma Juliana.

MIGRAÇÃO PARA DRAG DJ

"Há alguns anos, o Dj César Machia me incentivou a aprender a tocar, mas na época não me envolvi por não me interessar intensamente pela cena eletrônica. Dentre as mudança na noite LGBTQ+, por outro lado, notei que uma delas foi a invasão das festas pop, que abriram espaço para estilos musicais nacionais e internacionais (ritmos e músicas que sempre me fascinaram)", complementa.

De acordo com a drag, depois disso ela juntou o útil ao agradável. "Com a extinção do show, comecei a tocar para me manter na cena e, de alguma forma, continuar a fazer o que sempre amei (agora de forma diferente) que é entreter as pessoas", conta.

A drag queen salienta que ama as performers e que o palco é o seu grande amor, mas que "tem sido maravilhoso se reinventar 18 anos depois. 



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