23/07/2019 às 18h25min - Atualizada em 24/07/2019 às 03h21min

Rosângela Moro e empresárias participam de debate sobre empreendedorismo social

As participantes concordaram que a educação é a grande ferramenta para o desenvolvimento e destacaram a importância da atividade no atual momento do país

DINO
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Em debate nesta segunda-feira (22), em São Paulo, organizado pelo escritório Nelson Wilians Advogados e pelo LIDE Mulher, empresárias ligadas ao empreendedorismo social destacaram a importância da atividade no atual momento do país.

Presente ao evento realizado no Shopping Cidade Jardim, a advogada Rosângela Moro lembrou que o papel de transformar e desenvolver a sociedade, que até pouco tempo atrás era restrito a ONGs, hoje também é assumido por empresas. "Antigamente ONGs eram as grandes responsáveis por transformações sociais. Hoje, empresas já pensam no combate à fome e no combate à violência contra a mulher", destacou.

Ao definir o empreendedorismo social, Anne Wilians, presidente do Instituto Nelson Wilians, afirmou que a atividade já tem lugar definido no setor 2.5, como organizações que já nascem em sua constituição jurídica com fins lucrativos e objetivos sociais inclusivos. "Devemos dar atenção à nova geração que já surge com espírito de fomentar os negócios sociais, buscando uma forma de empoderar a sociedade e desenvolver suas comunidades. O jovem tem papel fundamental nesse processo pelo desejo de transformar a comunidade em que vive."

Para Anne Wilians, a cultura de doação no país ainda é muito tímida. "Doar é sinal de consciência coletiva de uma sociedade. Quando a pessoa doa significa que ela é responsável para que essa transformação aconteça e que faz parte da transformação positiva da sociedade. Daí, surge o comprometimento na cobrança do resultado da doação, que é fundamental para que esse investimento tenha real impacto social."

Autora do livro "Mulheres Positivas", Fabi Saad foi enfática: "o empreendedorismo social vai mudar o país e o mundo".

Nadir Moreno, presidente do LIDE Mulher e da UPS, uma das maiores empresas de logística no país e no mundo, destacou a abrangência do empreendedorismo. "Hoje em dia, cada funcionário é dono de sua própria atividade, como se fosse uma startup. A criatividade e a inovação devem ter o objetivo de transformar, voltadas principalmente para as comunidades. Estamos em um processo de transformação. O empreendedorismo vai movimentar a economia cada vez mais", afirmou.

Todas as participantes concordaram que a educação é a grande ferramenta para o desenvolvimento do país. Para Sandra Comodaro, sócia do NWADV e presidente do LIDE Mulher-Paraná, "muitas pessoas têm a capacidade de transformar, de criar e desenvolver, mas não possuem a ajuda necessária. O investimento em educação seria a solução para elas".

Sobre um desejo para o futuro, Rosângela Moro disse que espera que a elite produtiva volte ao país. "Sonho com um país com menos desigualdade, com educação com mais qualidade. Que os que estão saindo retornem ao Brasil."

Ao definir as prioridades para um projeto empreendedor, Rosângela avaliou que o assistencialismo deve ser visto como uma ajuda inicial, mas não duradoura. "O assistencialismo só é produtivo se o número de pessoas que necessitam dele diminuir ao longo do processo. É necessário ainda fugir do amadorismo e implementar um sistema de compliance rígido", destacou.

Ainda sobre educação, Rosângela disse que a grade de ensino não pode ser fixa. "A graduação em uma faculdade não é suficiente. É preciso uma constante capacitação. Ainda destaco o cuidado com a saúde mental. O home office, por exemplo, é essencial, muito produtivo e econômico."



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