26/07/2019 às 16h31min - Atualizada em 27/07/2019 às 00h00min

Startups Jurídicas prometem diminuir a burocracia no Brasil

As chamadas LawTechs pretendem tornar o Judiciário no país mais eficaz

DINO
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O número de startups no Brasil dobrou em um ano. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o ano de 2018 terminou com mais de 10 mil startups cadastradas. Além do lucro rápido, as startups têm como foco implantar um modelo de negócios repetível e escalável.

Essas qualidades também se encontram presentes na figura das startups jurídicas, as chamadas LawTechs, empresas que nascem com o intuito de trazer mais agilidade e assertividade a imensa quantidade de processos judiciários no Brasil.

Segundo o relatório Justiça em Números de 2018, cerca de 80 milhões de processos tramitam atualmente no Judiciário brasileiro. Diante deste cenário, a tecnologia se mostrou como a única saída e passou a impactar a forma de trabalho dos advogados.

Nos últimos anos, a inteligência artificial já começou a substituir algumas funções. “Com ela, algumas tarefas que antes demandavam horas de trabalho de um profissional passaram a ser solucionadas em poucos minutos”, diz Leonardo Theon de Moraes, advogado especialista em Direito Empresarial no Theon de Moraes Advocacia Empresarial.

Desta forma, as LawTechs se voltam para a diminuição de custos e para o aumento da produtividade. Para tanto, fazem uso do cruzamento de dados para agilizar a troca de informações em processos judiciais, com atualização em tempo real.

“Além de proporcionar rapidez e transparência no trato com os clientes, ocorre um considerável aumento no grau de satisfação”, diz Luana Martimiano de Oliveira, advogada no escritório Theon de Moraes.

Isso porque a agilidade entre departamentos jurídicos e advogados é capaz de promover acordos entre as partes mais rapidamente, diminuir o número de processos. “Mesmo que seja necessário recorrer às vias judiciais, as LawTechs podem ainda utilizar a inteligência artificial para prever decisões processuais nas mãos de determinados juízes,” esclarece a especialista.

Theon de Moraes afirma que os profissionais passam a notar maior simplificação das ações do cotidiano e, o mais importante, uma alternativa para resolver o maior problema encontrado pelos advogados e seus clientes: a burocracia do sistema jurídico brasileiro.

“É o sonho de todo advogado: automatizar processos e procedimentos que são burocráticos e, ao mesmo tempo, permitir o emprego do tempo que dispõe na elaboração de teses e demais trabalhos intelectuais, além de libertar a Justiça daquele antigo dogma de que “tarda, mas não falha”, conclui o advogado.

 

Leonardo Theon de Moraes

Advogado, graduado em direito, com ênfase em direito empresarial, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo (OAB/SP) sob nº 330.140. Pós-Graduado e Especialista em Fusões e Aquisições e em Direito Empresarial pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas.

Mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, autor de livros e artigos, palestrante, árbitro, professor universitário,membro da Associação dos Advogados de São Paulo. Sócio fundador do escritório Theon de Moraes Advocacia Empresarial. Professor nos cursos de Graduação, Reorganizações Societárias, Planejamento Patrimonial e Sucessório em Empresas Familiares e Técnicas de Negociação, na FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).

Luana Martimiano de Oliveira

 Advogada, graduada em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo (OAB/SP) sob nº 429.730.

 



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