30/07/2019 às 16h19min - Atualizada em 30/07/2019 às 16h33min

Rumo aos US$ 4 bilhões, universo dos dados requer integração para garantir crescimento

Especialista indica que, embora tecnologias sejam abundantes, o uso de muitas ferramentas nas empresas pode levar a um cenário de complexidade propenso a erro

DINO


Segundo apontam dados de consultorias globais, o mercado de data analytics é um dos mais promissores do segmento de tecnologia para os próximos anos. Até dezembro deste ano, por exemplo, os investimentos de empresas de todo o mundo nesta área deverão beirar a casa dos US$ 4 bilhões, de acordo com pesquisa da IDC.

O levantamento embasa a expansão dos aportes em função do aumento dos dados utilizados pelas companhias - que tende a continuar crescendo, mesmo com novidades, em termos legais, no que tange às possibilidades de uso destas informações, como as novas legislações GDPR e LGPD. Na pesquisa, on indicativo é de que a massa de dados gerada e usada pelas corporações mundiais chegue a 44 zetabytes dentro de um período de 5 anos.

Entretanto, não é só a quantidade de informações que define o valor das mesmas para as estratégias de negócio. Na opinião de especialistas do mercado, a expansão pautada em analytics passa, prioritariamente, pela escolha de profissionais qualificados para a criação de planos e atuações focados na entrega de valor real aos clientes, bem como pela integração dos dados.

Conforme Sergio Adriano Blum, CEO na WhiteCube, empresa atuante no mercado de database e business analytics, os cenários corporativos são formados não por um, mas por vários sistemas, e cada um executa suas funções de forma a entregar recursos e resultados a áreas de negócio específicas. Até aí, tudo bem: o problema começa quando estas tecnologias não interagem corretamente.

Esta falta de integração, que pode gerar problemas e prejuízos, provém, segundo Blum, de diversos fatores. Entre eles, está o fato de as soluções serem fornecidas por diferentes fabricantes, e também a questão de que o uso de cada uma ocorre por setores diversificados - uma pela área financeira, outra pelo recursos humanos, outras, ainda, pela TI ou pelo comercial, administrativo, entre outras.

"Neste cenário, é comum que os líderes tenham dificuldade de enxergar os negócios como um todo", afirma o executivo. E, na avaliação dele, o custo disso é a perda de
eficiência.

Como resolver? O CEO sugere que se promova a integração dos sistemas e a convergência dos dados trabalhados, entregando aos gestores a possibilidade de compreender seus negócios de uma maneira conjuntural.

Como exemplo, o especialista cita uma companhia que use ferramentas diferentes para controle de recursos humanos e de cartão de ponto. Apesar de não serem iguais, as duas soluções têm importância para o departamento financeiro, que cuida da questão remuneratória. Neste caso, são duas origens de dados para geração de uma resposta única, e tudo isso tendo no meio três sistemas - o do RH, o do cartão e o do financeiro. Sem falar no intermédio humano em todo este processo.

Um universo que pode se tornar complexo demais, culminando na possibilidade de erros, retrabalho e lentidão na gestão. Solucionar e melhorar tal quadro é tarefa da integração de dados, que, conforme o executivo, simplifica e faz com que as tecnologias e informações dialoguem entre si, criando uma interação que leve a um bom funcionamento.

Blum é taxativo em afirmar que, sem a integração tecnológica, a resultante é prejuízo. E, ainda, que integrar sistemas e tecnologias permite melhorar a distribuição da mão de obra, já que muitas tarefas passam a ser automáticas, evitando que diversos funcionários precisem ser designados para realização de uma mesma ação em setores diferentes.

"Se os usuários realizarem suas atividades em um só local, haverá enxugamento de custos", explica o gestor. Sem falar no ganho em segurança: "a diversidade de sistema pode criar brechas, dificultando a proteção dos dados. Isso pode ser melhorar com uma solução única, desde que eficaz", finaliza o CEO.

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