15/08/2019 às 14h12min - Atualizada em 15/08/2019 às 14h21min

Ainda não é hora de trocar de Smartphone

Dispositivos mais caros significam um maior investimento por parte do usuário, mas com a velocidade na qual são lançados novos modelos, sempre paira a dúvida: será que este é o melhor dispositivo mobile para as necessidades de determinado usuário? Ou será hora de trocar o aparelho por algo ainda mais avançado?

DINO
https://www.ultecinfo.com.br/nao-e-hora-de-trocar-de-smartphone/


Desde sua popularização no Brasil, no final da década passada, os dispositivos mobile têm cativado o público, e as empresas que os desenvolvem estão abocanhando uma fatia significativa do mercado de tecnologia. Praticamente todo mundo tem um tablet ou celular, e as gigantes do mercado dividem a preferência dos usuários, que podem escolher entre uma gigantesca variedade de modelos, desde os mais simples até os mais complexos e completos. Os smartphones e tablets são indispensáveis para quem quer e precisa se comunicar na era da informação.

Mas, muitas vezes, os usuários não sabem bem do que realmente precisam, e isso faz com que acabem por adquirir aparelhos inadequados para suas necessidades, ou, ainda pior, faz com que terminem descartando aparelhos de boa qualidade, acreditando que os novos modelos, recém-lançados, são uma urgência, ou que um modelo mais antigo se torna necessariamente ultrapassado com a chegada de algo mais atual.

Esse pensamento, porém, não faz muito sentido nos dias de hoje. Isso acontece, em grande medida, pela mudança de finalidade dos aparelhos em virtude da necessidade dos consumidores. Se antes os dispositivos móveis eram um item secundário, que complementava o uso de outros aparelhos, como notebooks e desktops, hoje em dia os celulares e tablets deram um passo à frente, e se tornaram, para grande parte dos usuários, o principal meio de comunicação, uma ferramenta de trabalho indispensável. Assim, é natural que se tornem mais caros, uma vez que são capazes de realizar novas funções e garantir que se possa fazer o mesmo que se fazia nos computadores, com a diferença de que agora pode-se colocar tudo no bolso e operar de onde quer que se esteja. Dispositivos mais caros significam um maior investimento por parte do usuário, mas com a velocidade na qual são lançados novos modelos, sempre paira a dúvida: será que este é o melhor dispositivo mobile para as necessidades de determinado usuário? Ou será hora de trocar o aparelho por algo ainda mais avançado?

A resposta, pelo menos para a grande maioria dos usuários, é tão simples quanto tranquilizadora: ainda não é hora de trocar de tablets e smartphones. Justamente pelo fato de que agora o público possui acesso a aparelhos mais robustos e capazes de realizar múltiplas funções, não vale a pena investir em algo que traz poucas vantagens em relação ao seu modelo anterior. Assim, ao descartar o atual modelo simplesmente por conta de uma ou duas funcionalidades novas, o usuário não está tomando uma decisão muito inteligente.

Convivendo durante tantos anos com as tecnologias que tornaram possíveis que dispositivos como smartphones e tablets fossem utilizados da mesma forma como outrora usávamos notebooks e PC’s, os usuários se tornaram exigentes. Aprenderam a separar o joio do trigo, e agora, quando muitos utilizam o tablet e o smartphone como principal aparelho de comunicação, acabam por perder a paciência com aparelhos muito baratos - e ruins. Os consumidores estão passando a ter um novo comportamento em relação a gastos com tecnologia mobile, investindo mais dinheiro em dispositivos mais completos e úteis. Assim, juntar um pouco mais de dinheiro e adquirir uma tecnologia mais duradoura tem o foco.
De modo que ao investir mais dinheiro em produtos de maior qualidade, a troca constante de aparelhos não faz mais sentido, pelo menos do ponto de vista financeiro. E sob o ponto de vista tecnológico, como foi visto antes, também não.

Não apenas pelas diferenças entre modelos novos e antigo estarem cada vez mais nos detalhes periféricos, como design e câmeras, mas também por conta dos usuários terem aprendido, pouco a pouco, a driblar uma das maiores armadilhas da indústria tecnológica: a obsolescência programada. Ela é a responsável pelo envelhecimento precoce dos aparelhos, que passam a funcionar cada vez pior ao longo do tempo, até que chega o momento no qual a troca é inevitável. Em países nos quais os consumidores têm acesso a tablets e smartphones bons e baratos, até faz sentido trocar sempre que possível, mas no Brasil, onde um aparelho representa um investimento considerável, procurar uma assistência técnica ainda é a melhor saída para aumentar a vida útil dos dispositivos mobile. Se o consumidor investe mais em produtos de mais qualidade, não faz sentido trocar de aparelho todo ano, ou mesmo a cada dois anos. O que se quer é que celulares, tablets e smartphones tenham vida longa para valorizar o investimento.

Assim, é mais interessante que se pense duas vezes quando bate aquela vontade súbita de adquirir um novo aparelho. A opção de levar o dispositivo mobile atual para a manutenção pode ser muito mais vantajosa, na maioria dos casos. Ainda mais levando-se em conta que a maioria dos problemas pode ser resolvida por um preço muito mais acessível em uma assistência técnica. Consertos e peças de reposição saem mais em conta que a aquisição de um novo modelo, e quando se investe em uma tecnologia que parecia adequada para o ano passado não se quer, obviamente, que o investimento esteja ultrapassado em tão pouco tempo.

Até mesmo a indústria já percebeu esta tendência, e não será surpresa se o ciclo de lançamentos passar a ser maior, com novos modelos chegando a cada dois ou três anos. Foi o que aconteceu com os notebooks, por exemplo. Hoje em dia, é impensável trocar um notebook apenas por conta de um problema na tela. Ao contrário, cada vez mais assistências técnicas qualificadas têm surgido para sanar esses e outros problemas. Com os tablets e smartphones não está sendo diferente, e aos poucos, opções como assistência técnica, manutenção e reparos estão se tornando muito mais viáveis e interessantes que troca de aparelhos.

Assim, se o que se quer é ser um consumidor inteligente e consciente (não só das próprias necessidades, mas também do impacto gerado pelo alto consumo de eletrônicos), o melhor caminho é investir em aparelhos robustos e completos, mesmo que seu custo seja mais alto, e quando surgirem problemas, procurar um técnico de confiança, uma autorizada ou a assistência técnica na qual se confie, dando uma longa vida aos dispositivos mobile.



Website: https://www.ultecinfo.com.br/nao-e-hora-de-trocar-de-smartphone/
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »

Qual sua Rede Social Favorita?

46.7%
27.5%
16.7%
8.3%
0.8%