30/10/2019 às 15h59min - Atualizada em 30/10/2019 às 16h03min

Assinaturas: como funciona esse método de pagamento

A assinatura é uma modalidade de pagamento que permite realizar cobranças recorrentes. Entretanto, atualmente, mais que uma forma de cobrança, as assinaturas são um modelo lucrativo de negócio de diferentes empresas. Spotify para os fãs de música, Netflix para os fãs de filmes e séries. A economia da recorrência é isso: pagar periodicamente pelo acesso.

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A assinatura é uma modalidade de pagamento que permite realizar cobranças recorrentes. Geralmente, esse modelo de recebimento é mensal, mas existem as formas de pagamento bimestral, trimestral, semestral e até anual. Entretanto, atualmente, mais que uma forma de cobrança, as assinaturas são um modelo lucrativo de negócio de diferentes empresas.  

Segundo a Revista Exame, empresas com vendas por assinatura são um modelo em expansão no mercado atual. Spotify para os fãs de música, Netflix para os fãs de filmes e séries. A economia da recorrência é isso: pagar periodicamente pelo acesso. Mais antigos que as plataformas de streaming, os jornais, revistas e tevês a cabo vendem por assinatura há anos. As academias, escolas de idioma, planos de saúde, seguros e clubes de assinatura também são exemplos de negócios com cobranças recorrentes. 

A tendência da cobrança por assinatura    

Estudos da Associação das Empresas de Comércio Eletrônico (ABComm) apontam que, no Brasil, os clubes por assinatura tiveram um salto de 167% em quatro anos. Atualmente, existem cerca de 800 clubes de assinatura, com um faturamento somado de 1 bilhão de reais. Grandes, médios e pequenos empresários - em diferentes ramos - apostam nessa forma de cobrança para a entrega de um serviço ou produto. 

Sem dúvida, o modelo de assinaturas tornou-se popular entre as empresas, até entre aquelas que não foram construídas, originalmente, sobre a economia dos pagamentos recorrentes. Isso tem feito com que os empreendedores olhem para o produto que vendem e pensem: isso pode ser vendido por assinatura? Normalmente, a resposta é sim. Afinal, diversos produtos e serviços podem ser vendidos também com recorrência.  

A Uber, por exemplo, além da opção transacional, está experimentando, nos Estados Unidos, a venda por assinatura. No Brasil, é possível encontrar assinaturas dos serviços mais óbvios aos mais revolucionários, como um clube de aluguel de roupas que entrega semanalmente diferentes peças. Mais uma vez, não há a aquisição do produto, mas, sim, o direito de acesso ao serviço. Dessa forma, até aquilo que não era por assinatura, hoje é! 

O exemplo do clube de aluguel de roupas por assinatura conjuga duas tendências atuais do mercado: recorrência e vestuário. Afinal, é vivida a “segunda onda” dos e-commerces, que se configura pela ampla venda de roupas, cosméticos e artigos esportivos. Ao contrário da “primeira onda” — em que se vendiam eletrônicos e eletrodomésticos —, a sociedade caminha, cada vez mais, para os itens não duráveis. Por exemplo, os produtos de supermercado. De acordo com pesquisas, nos próximos cinco anos, essa categoria terá um crescimento de 40% no e-commerce brasileiro.  

A satisfação do consumidor como prioridade 

Ao contrário da venda transacional, em que a compra é rápida e pouco interativa, a venda por assinatura tem caráter relacional. Assim, as empresas que investem nesse modelo de negócio precisam, também, estabelecer uma relação saudável e de longo prazo com os assinantes. A premissa, aqui, é a retenção! Afinal, para que o cliente continue com o serviço ativo, é preciso que ele esteja satisfeito. 

Customer Success ou Sucesso do Cliente é uma tendência que despontou justamente entre as empresas que têm a assinatura como negócio. Se comparada às estratégias pós-venda, essa é uma abordagem mais moderna e proativa que prevê a satisfação do cliente, a partir do total aproveitamento do produto ou serviço adquirido. Segundo o especialista em Marketing, Ômar Souki, é cinco vezes mais barato manter um cliente que sair à procura de novos. Por isso, além de ser fundamental para a sobrevivência e crescimento de negócios por assinatura, a retenção do cliente pode ser mais lucrativa também para outros empreendimentos. 

Sob a ótica dos clientes, a comodidade e o conforto podem ser elencadas como características do modelo de assinaturas. Afinal, o serviço é prestado de forma periódica, renovado automaticamente e cobrado por meio do cartão de crédito ou boleto bancário. A variedade de planos e a possibilidade de personalização dos pacotes são características dos serviços por assinatura que também encantam os clientes.  

A facilidade no processo de emissão 

As empresas que têm seu negócio baseado em pagamentos recorrentes, normalmente, adotam estratégias para gerar assinaturas. O processo de emissão de cobrança pode ser automatizado com a ajuda de uma plataforma que faça a gestão dos recebimentos. O método de pagamento oferecido, dessa forma, pode ser tanto o cartão de crédito como o boleto bancário.  

Intermediadores de pagamentos, como a Gerencianet, oferecem um sistema online de emissão de assinaturas e gestão de cobranças. Além de funcionar como uma ponte entre as instituições financeiras, os intermediadores possuem sistema antifraude e realizam a gestão dos recebíveis. Além disso, oferecem diversas opções de pagamentos já integradas à plataforma e tarifas apenas sobre as operações efetivadas. As tarifas de transação são descontadas do pagamento realizado pelo cliente final, antes do saldo ser repassado ao comerciante.  

Para as empresas, a automatização das cobranças significa a redução dos riscos de inadimplência. O modelo de pagamento recorrente ainda oferece outras duas principais vantagens: a previsibilidade do faturamento e a estabilidade do fluxo de caixa.  

São inúmeros os empreendimentos que cabem nesse modelo de cobrança. Músicas, filmes e softwares, nesse ramo, já são comuns há algum tempo. Mas, que tal lâminas de barbear, lentes de contato, fraldas e meias por assinatura? Esses itens já são vendidos, de forma periódica, nos Estados Unidos.  

Ao que tudo indica, a criatividade, atrelada à conveniência, é a chave para a economia da recorrência. Cada vez mais, os empreendedores parecem estar captando quais são as necessidades mais simples e suprindo-nas, mensalmente, numa entrega.  A economia da recorrência começou! 



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