26/11/2019 às 11h39min - Atualizada em 26/11/2019 às 11h42min

Robotistas, a profissão do futuro que pede a formação de especialistas no presente

O setor deve crescer em 21% na América Latina.

DINO


A robótica é um mercado em ascensão e um dos pilares da indústria 4.0. Mas muito ainda precisa ser feito para que o Brasil se torne um país realmente expressivo nesse conceito. Segundo o relatório "Guia Semestral Global de Investimento em Robótica" do IDC, o setor deve crescer em 21% na América Latina.

Entretanto essa previsão não se baseia nos registros de instituições como a americana Robotic Industries Association (RIA), dos EUA e International Federation of Robotics (IFR), que controlam todos os robôs produzidos no mundo. Segundo esses registros, a média do Brasil ainda é baixa: apenas 15 robôs industriais a cada 10 mil trabalhadores, contra uma média mundial de 85. Já o uso dessa tecnologia para as áreas de serviços e acadêmica cresce com mais facilidade.

No mundo, o preço dos robôs industriais tem caindo entre 8 a 10% ao ano, de acordo com os números das quatro principais empresas que desenvolvem essa tecnologia, a ABB, KUKA, MOTOMAN e FANUC. A perspectiva é positiva, favorecendo que empresas menores adquiram essa inovação nos próximos anos, e não apenas as multinacionais líderes em seus segmentos.

Com isso, abre-se a janela para a necessidade de mão de obra qualificada, os robotistas. O profissional especializado nessa área está apto para atuar em alto nível na operação, programação e manutenção mecânica e elétrica de robôs industriais. No entanto, o país ainda carece de graduações acadêmicas e especializações que abordem o tema em profundidade. Felizmente, aos poucos surgem alguns cursos para suprir essa lacuna.

As discussões nas principais universidades do mundo, como Cambridge e Yale, concebem o futuro das soluções industriais completamente atrelado à robótica, compreendendo que a transformação digital é também uma revolução cultural, que diz respeito a todos os integrantes de uma empresa, do diretor ao funcionário da fábrica. E para que o Brasil faça parte disto, é preciso mergulhar nos estudos específicos da área, impulsionando a qualificação de profissionais aptos a prestar consultoria e solucionem problemas sofisticados, tarefas hoje desempenhadas por estrangeiros.

As disciplinas de formação de um robotista devem ser baseadas em soluções de problemas reais do chão de fábrica, mas também trazer opções de inovação, fontes de dados de qualidade (raramente disponíveis em empresas de países em desenvolvimento) e abordar as questões de segurança de robôs em contato com humanos (tapete óptico, sensores, entre outros). Este último ponto é um dos principais gargalos atualmente. Quem está disposto a enfrentá-lo?

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