25/03/2020 às 14h04min - Atualizada em 26/03/2020 às 00h01min

Mobilidade Urbana: onde se está e para onde está indo

O futuro da mobilidade deve passar obrigatoriamente pela adoção da tecnologia em todos os nichos do setor.

DINO

Poucos temas são tão debatidos atualmente em todas as cidades do que a mobilidade urbana. A forma como as pessoas se deslocam pelo território do município impacta no desenvolvimento da região. Gastar mais de duas horas no trânsito para ir e voltar do trabalho e acompanhar trens e ônibus superlotados evidenciam o crescimento do local, mas também a dificuldade do poder público em resolver estas questões. Hoje, uma das saídas encontradas pelas metrópoles é diversificar os modais de transporte. Contudo, o futuro da mobilidade deve passar obrigatoriamente pela adoção da tecnologia em todos os nichos do setor.

O deslocamento das pessoas interfere naquilo que elas mais buscam: qualidade de vida. Uma pesquisa conjunta realizada pela UnB (Universidade de Brasília), UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) com a Oxford University, da Inglaterra, mostra que a mobilidade urbana precária afeta negativamente o bem-estar da população. Apenas na cidade de São Paulo, por exemplo, o levantamento "Viver em São Paulo: Mobilidade Urbana" mostra que o deslocamento médio diário das pessoas para ir ao trabalho é de 1 hora e 47 minutos. Se levar em conta também o trajeto feito para lazer, esse índice chega a 2 horas e 25 minutos.

Para resolver essa questão, nos últimos anos houve uma tentativa de diversificação dos meios de transporte a partir do avanço tecnológico. O compartilhamento de caronas e o aluguel de bicicletas e patinetes por meio de aplicativos se popularizou com esse movimento, mas contam apenas parte da história. A tecnologia deve fazer parte de todo o processo produtivo e não atender apenas a ponta final do consumidor no momento de deslocamento. Indústrias, como a automotiva, devem adotar novas soluções tecnológicas para permitir que toda a cadeia de desenvolvimento cresça e prospere, refletindo no fim uma melhor rede de transportes nas cidades.

Ainda que novas opções estejam disponíveis na cidade, é o carro que segue como um ator importante na mobilidade, por mais que muitos o considerem vilão no tempo de deslocamento. Assim, a tecnologia deve oferecer todas as condições para que as pessoas possam utilizá-lo da melhor forma possível. Não apenas no desenvolvimento de automóveis elétricos, uma realidade presente em todo o mundo, e autônomos, que estão ainda em fase de testes. As soluções devem facilitar até mesmo a compra e venda de veículos, permitindo que carros seminovos e usados possam ser negociados de forma inteligente, garantindo uma melhor circulação para todos - tanto para quem vende, porque pode utilizar novos modais, quanto para quem compra, que terá mais uma escolha de transporte à disposição.

A vantagem da tecnologia na indústria automotiva é trazer mais transparência e segurança em todos os processos. Quando uma plataforma faz a intermediação entre vendedores e compradores de carros, a chance do negócio ser mais justo aumenta consideravelmente, garantindo um bom retorno financeiro para o vendedor e a certeza de que o bem está em boas condições de uso para o comprador. Isso aumenta a confiança das pessoas no setor como um todo, garantindo que os veículos sejam utilizados apenas por quem realmente precisa. Não se trata, portanto, de colocar mais um automóvel na rua, mas de permitir que mais pessoas tenham a opção de ir e vir do jeito que acharem melhor.

Quando se fala em mobilidade urbana, é necessário ter em mente que o deslocamento faz parte da história da humanidade. Facilitar isso é garantir que as pessoas tenham mais tempo para fazerem as coisas que gostam. Hoje, com a infinidade de dados e o conhecimento adquirido pelos profissionais, é essencial garantir que a tecnologia faça parte deste debate. Com soluções em todas as pontas, fica mais fácil de entregar aquilo que as pessoas realmente querem e precisam na vidas, explica Luca Cafici, CEO e Co-fundador da InstaCarro.


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