27/04/2020 às 16h12min - Atualizada em 27/04/2020 às 18h21min

Gestão de riscos em tempos de mudanças comportais

O Coronavírus avançou pelo mundo gerando uma crise econômica e operacional em quase todas as áreas. No entanto, o momento é ideal para que as empresas possam repensar as suas práticas e criar uma gestão de riscos mais resiliente em situações inesperadas.

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Gestão de Riscos


A questão que não cala é: como as empresas podem preparar-se para isso? Como manter compromissos, garantir os estoques e continuar operando mesmo em tempos de crise?

Um dos grandes motes da liderança nos dias de hoje é aprender com os erros e com os desafios. Por isso, apresenta-se respostas a essas perguntas baseando-se nas lições que evidenciam-se nos efeitos do coronavírus.

Planejando a gestão de risco

Aprender com o passado é importante para a evolução das práticas empresariais. Epidemias e abalos sistemáticos da economia já estiveram presentes do passado da Humanidade, com o impacto de desastres naturais, acidentes e doenças com o SARS, há alguns anos atrás.

É claro que ninguém poderia prever a amplitude da pandemia de Coronavírus. Agora, no entanto, é possível compreender as fragilidades e pontos-fracos nas empresas, abrindo espaço para um planejamento focado na gestão de riscos em tempos de crise.

Baseando-se nas dificuldades enfrentadas pelas empresas neste momento, podemos considerar ao menos duas tendências básicas que irão tornar-se obrigatórios para empresas de todos os ramos.

Atenção à saúde de funcionários: os funcionários que apresentarem sinais de gripe deverão ser aconselhados a trabalhar em casa, em home-office, ou simplesmente deverão ser dispensados de suas funções até que estejam curados. Essa é uma ação que proporciona a gestão do rico operacional da empresa, desde que envolve o bem-estar dos funcionários e evita a contaminação.

Transformação digital: empresas que tinham digitalizado seus processos antes do coronavírus estão lidando com a crise com mais facilidades, tanto para organizar o home-office, quanto para manter compromissos importantes com clientes e parceiros. Isso significa movimento amplo de digitalização de documentos, contratos firmados pela web e reforço na segurança digital para lidar com o risco de fraudes e ciberataques.

Além disso, uma gestão mais robusta da gestão de riscos será essencial. Isso significa concentração de energia e recursos voltados para modelos de negócio mais modernos e adaptáveis. Em um paper sobre o tema, Monika Ostrowska, da Universidade de Krakow - Polônia, salienta a importância de três estágios na gestão de risco:

Avaliação: o momento em que os riscos são estimados, baseando-se em valores comparativos. Esse estágio varia de acordo com os critérios da empresa, em termos de probabilidades e cálculos de risco.

Planejamento: determinar o grau aceitável de riscos que podem acontecer e a como trabalhar com diferentes riscos ao mesmo tempo. As ações determinadas neste momento serão aplicadas desde o ponto de vista de uma avaliação lúcida das condições materiais e financeiras da empresa.

Controle: implementação de ações planejadas sem deixar de lado a verificação em tempo real de sua eficácia. Esse procedimento inclui o monitoramento e checagem contínua dos níveis em que os riscos foram superados.

Esses três estágios funcionam bem desde o ponto de vista em que os riscos já são conhecidos. No caso do Coronavírus, a maioria dos efeitos tomou o mundo de surpresa. Por isso, é importante analisar muito bem o que está acontecendo agora para que um planejamento adequado seja feito para o futuro.

Exemplifica-se a seguir para facilitar o entendimento de como esse sistema de gestão de riscos pode ser aplicado para problemas relacionados a uma pandemia.

O caso da gestão de fornecedores

Um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas no momento da crise do coronavírus é a disrupção da cadeia de fornecimento.

Por conta da quarentena, é muito provável que a circulação de caminhões e até mesmo o ritmo de importações seja prejudicado. Muitas empresas foram dramaticamente afetadas nesse processo por contarem com apenas um fornecedor para determinada matéria-prima ou produto, outras, compram apenas materiais advindos de um país que foi dramaticamente afetado pelo Covid-19 e veem sua operação tornar-se paralisada.

Não é à toa que agências gigantes como a Mckinsey, estão criando planos e analisando modelos de gestão de fornecimento para que as empresas possam se recuperar da crise do Coronavírus.

A seguir, como a gestão de fornecedores e a gestão de riscos pode funcionar em um bom planejamento:

Avaliação: é um momento ideal para entender como a cadeia de fornecedores é formada. A transparência nesse processo é imprescindível. Como todas as empresas envolvidas estão interligadas, é preciso definir quais são os fornecedores de seus fornecedores. Ou seja, é preciso fazer o que os especialistas definem como "mapeamento de riscos".

Planejamento: a inteligência voltada a gestão de fornecedores deve incluir sempre opções alternativas, de diferentes lugares e nacionalidades, para que situações emergenciais possam ser bem definidas. Além disso, uma relação colaborativa precisa ser definida entre as empresas, desde o momento do contrato. Contratos virtuais estão mais seguros do que nunca e negócios podem ser fechados mesmo em tempos de quarentena. Fornecedores alternativos devem ser listados e cadastrados, especialmente se as opções forem empresas de localidades mais próximas ou de países cuja gestão do vírus está mostrando-se mais efetiva.

Controle: Atualmente presencia-se uma era de rápidas transformações e em que o mercado é ágil e fluido. Essas tendências buscam dar conta das transformações que ocorrem em tempo real. Por isso, a análise de dados é essencial para lidar com a gestão contínua de riscos.

O futuro é tecnológico

O Instituto Mckinsey aponta que a digitalização dos processos para a cadeia de suprimentos garante mais velocidade, precisão e flexibilidade para a gestão de fornecedores. O mesmo tipo de experiência que empresa brasileira EFCAZ encontra na transformação digital da gestão de fornecimento de suas clientes.

Trabalhar com um sistema robusto para gestão de fornecedores é uma ótima opção. A solução da EFCAZ demonstra ótimos resultados com um sistema de SRM integrado a órgãos fiscais e governamentais, banco de dados na nuvem e suporte para assinaturas digitais.



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