09/07/2020 às 15h21min - Atualizada em 09/07/2020 às 18h33min

Carteiras Digitais surgem como novo modelo de consumo disruptivo no Brasil

Em 1998, já surgia o primeiro formato de carteira digital pela PayPal. No Brasil, este modelo de Digital Wallets vem ganhando força recentemente e serão vistas evoluções significativas nos próximos anos. As carteiras digitais trarão mais eficiência, segurança e facilidade de uso ao mundo dos pagamentos, ampliando o caminho para a digitalização.

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As carteiras digitais vêm ganhando força e presença nas discussões de tecnologia do mundo atual. No Brasil, essa orientação tem sido altamente impulsionada com as últimas ações do BACEN e com as referências tecnológicas e financeiras no país.

Segundo uma recente pesquisa realizada pela Kantar em parceria com a MasterdCard, a população brasileira tem a expectativa de que 55% dos pagamentos sejam processados em tempo real, de forma instantânea, até 2030. Muitos percebem esse cenário como o futuro dos pagamentos, convergindo para a visão da digitalização tão almejada pelas empresas hoje em dia.

A primeira solução oficial de carteira digital surgiu em 2014, quando a Apple apresentou o ApplePay, modelo combinado com a solução de pagamento móvel. O ApplePay utiliza tecnologia NFC (Near Field Communication), que substitui o cartão em seu formato físico tradicional em terminais POS habilitados para uma comunicação sem fio. Para pagamentos NFC, os fatores de autenticação valem-se da biometria do usuário, PIN/senha, e, até mesmo, reconhecimento facial.

Mundialmente, o método de pagamento por aproximação já atingiu um certo grau de maturidade, ao passo que, no Brasil, serão vistas evoluções mais significativas com o início dos pagamentos instantâneos (PIX) em novembro deste ano, potencializando as transações por aproximação. O pagamento por aproximação já é realidade em outros países, como Reino Unido e Austrália. Nesses territórios, o hábito de pagamento de cartão com chip já se tornou incomum. Cartões sem a tecnologia NFC é coisa do passado.

Aprofundando-se em nível nacional, torna-se pertinente dizer que o Brasil é o único país da América Latina onde as carteiras digitais mais relevantes do mercado (Samsung Pay, Google Pay e Apple Pay) estão todas presentes. De acordo com a Ayden, quase 40% das transações locais são feitas via celular e as e-wallets cresceram 65% no Brasil em 2019. Adicionalmente, segundo o levantamento da Kantar, 53% dos brasileiros se mostram interessados em usar os pagamentos em tempo real via aplicativos de mensagens ou mídias sociais.

Formatos das carteiras digitais

Apesar de bastante popular, a tecnologia NFC não é o único formato de carteira digital existente. É preciso entender as carteiras digitais como um veículo de eficiência no mundo dos pagamentos, que traz como principais finalidades a promoção de um ambiente seguro e maior facilidade de utilização por parte dos usuários. Nesse sentido, torna-se possível realizar compras pela Internet sem o compartilhamento de dados bancários, ou ir ao mercado apenas com um aparelho celular. Além disso, as carteiras digitais também viabilizam a transferência de valores entre contas, pagamentos de boletos e adição de saldo em conta sem necessidade de pagamentos de taxas na maioria dos casos.

Apesar de seus diferentes tipos, em geral, as carteiras digitais são plataformas existentes no formato de apps especialmente para smartphones e meios digitais. Nestas circunstâncias, os clientes criam uma identidade virtual que armazena seus dados pessoais e financeiros em ambiente seguro, de forma criptografada.

Cenário atual e os benefícios do novo modelo

No cenário de uma população ainda desbancarizada, a oportunidade de digitalização de pagamentos no Brasil se consolida como uma circunstância benéfica às empresas que visam um crescimento.

Os pagamentos instantâneos no Brasil serão transferências monetárias eletrônicas oferecidas principalmente através das carteiras digitais. A transmissão da ordem de pagamento e a disponibilidade de fundos para o usuário recebedor ocorre em tempo real e está disponível durante 24 horas por dia, sete dias por semana. As transferências ocorrerão diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário recebedor, sem a necessidade de intermediários, o que propicia custos de transação menores.

Seguindo a tendência mundial, houve uma recente adoção de carteiras digitais por empresas não financeiras no Brasil. Com objetivo de obter diferenciais competitivos a serem potencializados ainda em 2020 com o início da modalidade de Pagamentos Instantâneos, essa solução se mostra, de fato, uma notável iniciativa a ser tomada pelas empresas. Além de se posicionar como um instrumento de pagamento digital com um custo de aceitação menor, as carteiras digitais também reduzem a necessidade de capital de giro devido ao recebimento imediato dos recursos financeiros e é capaz de melhorar gestão do fluxo de caixa.

O futuro é digital e as moedas em seu formato físico estão perdendo cada vez mais espaço para o modelo virtual. Este, inclusive, tende a ser um dos legados da pandemia do Covid, que encara compras não presenciais como o Novo Normal. Desde o início da quarentena, 75% da população brasileira aumentou o uso de pagamentos digitais por conta do distanciamento social imposto e 61% testaram um novo tipo de pagamento, de acordo com o levantamento da Kantar.

Dessa forma, para empresas que buscam resultados rápidos e estímulos de performance, há uma boa notícia: a carteira digital pode ser uma ótima alternativa, além de completamente disruptiva, se aplicada de uma forma ainda pouco explorada.

O objetivo primordial deste movimento é promover uma experiência mais completa e simplificada ao cliente, além de encurtar a distância física que ainda deixa milhões de brasileiros sem acesso aos serviços financeiros. O Brasil foi o país escolhido para o lançamento global deste serviço dada a adaptabilidade e usabilidade dos brasileiros frente ao aplicativo de comunicação.

Os brasileiros vêm, indiscutivelmente, buscando as alternativas digitais financeiras e enxergam claramente a aplicabilidade destas no seu dia a dia. Adicionalmente, em um cenário brasileiro no qual é possível identificar um alto índice da população ainda desbancarizada e que movimenta mais de R$800 bilhões/ano, fica mais compreensível para as organizações o potencial financeiro envolvido nas transações virtuais.

Com o mundo andando cada vez mais rápido a caminho da digitalização, é necessário se adaptar. Como John F. Kennedy já dizia: “Mudança é a lei da vida. Aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente certamente perderão o futuro.”



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