27/05/2021 às 17h34min - Atualizada em 27/05/2021 às 19h05min

O Olhar Budista na Superação dos Obstáculos Educacionais

Marli Turetti Rabelo Andrade (*)

SALA DA NOTÍCIA NQM
htpp://www.uninter.com
Divulgação

O Budismo estabelece cinco inteligências relacionais, de empatia e de reflexão, e o olhar delas está direcionado para a própria pessoa e para o outro. Busca estabelecer relações de empatia entre os educadores, alunos, pais e a sua comunidade, constituindo a harmonia e o conhecimento de si mesmo. A Educação tem o sentido de conduzir, instruir e orientar em tudo aquilo que faz sentido para a vida do aluno. Já que o ser humano tem suas múltiplas necessidades (como a educação e o desenvolvimento da sua espiritualidade), a escola pode construir um modelo democrático e participativo que respeita a diversidade cultural e religiosa.  

A inteligência do espelho – representada pela cor azul - é a capacidade de compreender o outro sem julgar, e entender que uma ação traz benefícios ou sofrimento. A inteligência da igualdade – representada pela cor amarela – é a disposição ou capacidade de sentir felicidade pela conquista do outro. O professor sente felicidade ao ver o aluno alfabetizado, por exemplo. A inteligência discriminativa – representada pela cor vermelha – é quando o professor percebe a dificuldade do aluno e procura ajudar, ele se envolve com a perspectiva de sucesso do seu aluno. A inteligência da causalidade – representada pela cor verde – está na dimensão da ética, da empatia e da sabedoria, ações que trazem benefícios e sucesso. A inteligência da liberdade – representada pela cor branca – demonstra o potencial do aluno. O professor observa as possibilidades que o aluno expressa em sua vontade. Livre de rótulos o aluno pode ser astronauta, maquinista ou ator, é preciso utilizar a sabedoria para acolher o outro ou compreender o outro.  

Todos nós sabemos expressar os nossos desejos e vontades. Muitas vezes, nas relações das atividades do trabalho escolar entre o professor e o aluno, fica relevante a expressão do aluno ao falar sobre o seu futuro. Mas enquanto a religião é uma escolha da família dos estudantes, os professores podem ser budistas, espíritas, evangélicos, hinduístas, entre outros. Porém, a escola configura-se numa perspectiva da educação democrática e participativa, com seus eixos pedagógicos planejados dentro da espiritualidade educacional. A relação entre a Educação e a religião, pela própria natureza humana e sua diversidade cultural, busca o sentido da vida na formação e construção do ser humano. Portanto a Educação e a espiritualidade sustentam os sonhos, os desejos e a necessidade de superar os obstáculos.  

O homem é um ser social, na busca de transformação e desenvolvimento de suas capacidades intelectual, física e espiritual. A Educação promove o conhecimento, e a espiritualidade promove e produz mudanças, fortalece os valores humanos e constrói relações de fraternidade e solidariedade. A espiritualidade exige reflexão sobre ética, filosofia, história e até mesmo das quatro matrizes religiosas, (oriental, ocidental, indígena e afro-brasileira). As vivências e os elementos culturais, símbolos, mitos, grupos étnicos, alimentos, vestimentas, cantos, orações e tantos outros são transformadores e cheios de experiências.  

As ações educativas, os estudos e as atividades práticas têm muito a contribuir com a cultura, a filosofia e a religião. A espiritualidade é o alimento principal das pessoas felizes, cada religião e cultura traz em si mesma o seu valor e importância. A escola transformadora e emancipadora, como dizem, conduz os seus alunos, estabelecendo uma relação fraternal na escola, na comunidade e na família. Os valores cristãos como o respeito e o amor podem ser compartilhados no cotidiano da escola. A riqueza da Educação está na diversidade das religiões e da cultura, bem como em quando o educador promove a cultura de paz. 

(*) Marli Turetti Rabelo Andrade é mestre em Educação e professora do curso de Licenciatura em Ciências da Religião, Área de Humanidades, do Centro Universitário Internacional UNINTER 

 

 


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