08/04/2019 às 16h29min - Atualizada em 09/04/2019 às 00h21min

Gerenciar endividamento pode evitar recuperação judicial

Possuir a contabilidade em dia, relatórios orçamentários e análise de flutuações atípicas são alguns dos requisitos que permitem à empresa antecipar problemas de caixa

DINO - http://www.planned.com.br
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A análise permanente de dados da empresa e de mercado deve ser ainda mais criteriosa e objetiva em períodos de baixo crescimento econômico, quando despesas desnecessárias e prejuízos, se não eliminados, podem comprometer a operação do negócio. "Mais do que gerarem informações que irão determinar se o momento de dificuldade pelo qual passa a empresa é algo específico ou abrange toda a cadeia produtiva em que ela está inserida, os relatórios contábeis podem servir de base para a tomada de decisões operacionais e para disciplinar gestores", afirma Adelmo Nunes, contabilista, diretor da Planned Soluções Empresariais.

Para ele, a saúde econômica do negócio passa pela gestão dos custos e pelos meios que podem racioná-los. "O empreendedor precisa considerar todo o investimento realizado antes de precificar um produto ou serviço, por exemplo. Só então será possível definir a produtividade ótima, a margem de lucro ideal e o volume de vendas necessário para cobrir as despesas e alcançar a receita desejada." Adicionalmente, Nunes atribui à gestão contábil a capacidade de reduzir tributos de maneira legal, valendo-se de benefícios fiscais, do enquadramento tributário e de registros que espelham a situação financeira da empresa.

Gestão de crise e reestruturação
Empresas que tratam os instrumentos contábeis apenas como burocracia obrigatória para estar em dia com o fisco perdem a oportunidade de antecipar problemas de caixa e podem tomar decisões que prejudicam o ciclo produtivo ou financeiro da organização. Um exemplo claro disso está relacionado à tomada de recursos no mercado para financiar a empresa. Bastante comum, o financiamento externo não representa qualquer sinal de alerta se o recurso estiver destinado à expansão da empresa ou geração de valor para o negócio. Quando, no entanto, o financiamento está atrelado à liquidação de custos fixos ou a problemas de caixa de curtíssimo prazo, o aumento do custo financeiro pode comprometer a margem da operação.

Outro problema recorrente, segundo Nunes, é a perda de fluxo de caixa não vir acompanhada de medidas de contenção ou limitar-se a ajustes caseiros, comprometendo a capacidade de repactuar o passivo junto a credores. "Quando uma empresa chega ao ponto de comprometer suas operações por causa de dívidas, é sinal de que ela deixou decorrer tempo demais dos sinais de enfraquecimento financeiro até a adoção de medidas corretivas", assegura o diretor da Planned.

De acordo com Nunes, muitos gestores relutam em assumir a recuperação judicial como alternativa necessária para o negócio, o que agrava ainda mais a situação de uma empresa que já está com seu quadro financeiro debilitado, aumentando as chances de insucesso do plano de contingência. "O que existe em um empreendimento é a boa ou a má gestão. Se partimos da premissa de que o mercado explorado pela empresa não está saturado, não sofre concorrência desleal, que o produto ou serviço oferecido ainda é admirado ou necessário para os consumidores, basta ao empresário gerenciar bem seu endividamento e contar com os recursos contábeis que o favorecem nesse sentido", assegura Nunes.

Não havendo capacidade econômica dos proprietários para estabilizar o negócio, uma vez instalada a recuperação judicial não será ela um remédio eficaz se baseada apenas no prazo e nos descontos para saldar dívidas com credores. "O negócio precisa ser viável. Se não era antes, não serão esses dois fatores - prazo e descontos - que o colocarão em novo patamar. É preciso muito mais que o esforço do credor para que a recuperação judicial tenha êxito; é preciso que o plano de negócios seja sustentável. E para isso, novamente, a gestão contábil é crucial", sentencia o contabilista.

Sobre a Planned
Um dos escritórios mais inovadores de serviços contábeis do Brasil, a Planned Soluções Empresariais foi fundada em 1996 e é pioneira em serviços integrados a grandes corporações, PMEs e startups nas áreas fiscal, societária, tributária, trabalhista, regulatória e financeira. Com mais de 280 clientes, a Planned soube se antecipar às grandes transformações vividas pelo setor de contabilidade no Brasil e no mundo, tornando-se especialista na chamada Contabilidade Consultiva para os segmentos FUN&ART (cultura, entretenimento e terceiro setor), PROPERTIES (gestão de ativos e investimentos), GLOBAL & FINANCIAL (receptoras de investimentos, meios de pagamento e capital estrangeiro), ONE (PJs, MEIs e Microempresas) e TECH&TAX (startups, tecnologia e alta complexidade tributária).



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