25/04/2019 às 14h42min - Atualizada em 25/04/2019 às 15h51min

Novas tecnologias trazem sobrevida à visão de idosos

A deterioração do sistema ocular causa doenças e deficiências visuais que, graças às novas tecnologias, são revertidas ou estabilizadas com mais segurança e agilidade nos procedimentos.

DINO - http://www.clinicadeolhosjoaoeugenio.com.br


O Brasil possui a quinta maior população idosa do mundo. Em 2030, o número de pessoas acima de 60 anos ultrapassará, pela primeira vez, o total de crianças e adolescentes entre zero e 14 anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O envelhecimento da população é hoje o maior desafio da oftalmologia, pois nossos olhos foram feitos para funcionar com perfeição até os 40 anos. A deterioração do sistema ocular causa doenças e deficiências visuais que, graças às novas tecnologias, são revertidas ou estabilizadas com mais segurança e agilidade nos procedimentos.

De acordo com o oftalmologista Hilton Medeiros, especialista em retina e vítreo da Clínica de Olhos Dr. João Eugenio, as novas tecnologias na área oftalmológica têm contribuído para a melhor qualidade de vida dos idosos. "Além de prolongar a acuidade visual, estas tecnologias trazem mais precisão e segurança nas intervenções, favorecendo a rápida recuperação", diz o especialista.

Entre as tecnologias mais avançadas estão a 3D, tomografia de coerência óptica, retinógrafos automatizados, lasers, lentes, facoemulsificadores e nanotecnologia.

Degeneração Macular

Maior causa de cegueira em pessoas acima de 60, a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) resulta em perda de visão no centro do campo visual por danos na retina. Até pouco tempo, a doença só podia ser tratada na sua fase inicial. O problema impossibilitava o idoso de ler, reconhecer as cores, dirigir veículos, entre outras atividades.

"Agora, uma nova lente recém-lançada em todo o mundo, a SML (Schariot Macula Lens), possibilita que pessoas com DMRI em estágio avançado voltem a enxergar de perto", explica o oftalmologista. Segundo ele, o paciente volta a enxergar com a parte periférica da visão que foi perdida. A SML amplia o texto cerca de duas vezes, melhorando a capacidade de leitura de perto, e o tamanho das manchas escuras causadas pela degeneração na retina permanece o mesmo porque a lente não amplia as partes danificadas da mácula.

Glaucoma

Outro grande avanço ocorreu no tratamento do glaucoma. Com maior incidência em pessoas acima dos 40 anos, a doença eleva a pressão intraocular e provoca lesões no nervo ótico, podendo causar cegueira. Ainda sem cura, o controle da doença é realizado principalmente com colírio sob prescrição. Se o glaucoma progredir ou o paciente deixar de responder ao tratamento com colírio, a única solução disponível era uma cirurgia altamente invasiva e de longa recuperação. Agora, um microimplante tem apresentado resultados eficazes sem precisar expor a parte interna dos olhos nem dar pontos.

A Cirurgia Minimamente Invasiva para Glaucoma (Migs) ajuda a restaurar o fluxo do líquido natural ocular e reduz a pressão interna dos olhos, consequentemente pode diminuir a necessidade de medicamentos. "O microimplante é inserido entre a córnea e a esclera, parte branca do olho, permitindo o escoamento do humor aquoso, líquido que preenche o globo ocular", diz Hilton Medeiros.

Segundo ele, o pós-operatório é bastante tranquilo pois, diferentemente da cirurgia tradicional do glaucoma, nesta técnica não existe cortes na conjuntiva e na esclera, então não há pontos. "Enquanto o pós-operatório da cirurgia tradicional dura entre 15 e 20 dias, o do microimplante leva menos de 24 horas", explica o médico, apontando que o perfil de segurança do procedimento é elevado e que o trauma no tecido-alvo é mínimo.

Catarata

Equipamentos de última geração também têm trazido mais segurança e rapidez à cirurgia de catarata. A nova geração de facoemulsificador retira a catarata (cristalino opaco) de maneira mais suave e segura. O uso do Laser Femtosegundo elimina a utilização de bisturis e garante uma cirurgia mais precisa e controlada que a técnica manual.
E a lente intraocular, que substitui o cristalino opaco causado pela catarata, pode ser personalizada com o grau necessário para corrigir a visão para perto, longe ou distância intermediária, livrando o paciente dos óculos. "Hoje, com as lentes bifocais ou trifocais o paciente volta a enxergar melhor e ainda pode se livrar, na maioria dos casos, dos óculos", esclarece Medeiros, que já realizou mais de 30 mil cirurgias de catarata.
Realizada com anestesia local, a cirurgia de catarata não causa dor e dura em média cinco minutos.
Com exceção da catarata, que pode ser eliminada pela cirurgia, todas as outras doenças oculares que surgem com o avanço da idade são crônicas e, portanto, exigem acompanhamento médico. Por isso, recomenda-se que, a partir dos 40 anos, as consultas oftalmológicas sejam realizadas anualmente para garantir melhor qualidade de vida.



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